Novos Povoadores

Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

Serpa: “Já estou enxertado!”

Andreas Kurt Berhnard chegou a Portugal em 1995 e não sabia falar português.
Apostou no negócio do azeite biológico que produz com recurso a 300ha de olival, entre terrenos da família e alguns arrendamentos.
Hoje, 95% do seu azeite é para o mercado suiço, alemão, francês, sueco e japonês.
Diz com orgulho que esses mercados já estão sensíveis ao azeite nacional.

“São os turistas que apreciam a nossa comida e fazem mais tarde publicidade nos seus países aos nossos produtos. Portugal está na moda!”

Produção biológica

O mercado procura produtos biológicos e está disposto a pagar por isso.
São 300ha de olival para produzir 200.000 garrafas de azeite biológico por ano.
“Não são 200.000 litros! As nossas garrafas são pequenas.”

Risca Selection Lemon: 50€/litro

O Olival da Risca não vende a granel. Promove os seus produtos em pequenas garrafas de vidro, para segmentar o seu mercado.
Na gama gourmet, o Olival da Risca promove o azeite virgem extra com aroma a limão, alho ou manjericão.

Barragem de Alqueva

Andreas chegou a Portugal antes da construção da Barragem de Alqueva. Hoje, com a garantia de água para regadio, assegura que cada hectare de olival possa produzir 5 toneladas de azeitona, que representará 700 litros de azeite.

Crescer 35% num ano

As alterações climáticas estão a afectar outros países produtores de azeite.
Em Portugal, os olivais têm mantido a produtividade, o que assegura que mais hectares cultivados permitiram mais garrafas de azeite no retalho, e assim, mais clientes finais à sociedade agro industrial Risca Grande Lda..

Despovoamento

Como combater o despovoamento?

Ontem foi emitida uma edição especial da RTP para discutir o despovoamento dos territórios de baixa densidade.

Em estúdio, o Ministro Adjunto Eduardo Cabrita, o Reitor da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro António Fontaínhas Fernandes e três autarcas de capitais de região: Évora; Vila Real; Guarda

O tema presta-se a demagogias fáceis: "faltam apoios e subsídios ao interior".
Mas ninguém avalia o impacto dos subsidios que já foram distribuídos para a fixação da população e incentivo da atívidade económica nestes territórios de baixa densidade.
Em suma, corremos o risco de fazer mais do mesmo para resolver um problema, cuja receita já revelou o efeito inverso.

Hoje, há cidades em territórios de baixa densidade que conseguiram fintar o despovoamento: Vila Real; Covilhã; Évora; Faro. Todas elas têm universidades. E isso leva-nos à pergunta óbvia: "Faz sentido que o Estado abra novos cursos nas grandes cidades, quando o despovoamento ameaça fragmentar o país?"
Será fácil compreender a vantagem de um centro de conhecimento nestes territórios em comparação com call centers: mais gente; mais conhecimento; oportunidade de mais e melhores empresas.

Michael Porter, que foi citado pelo autarca egitaniense, escreveu há 20 anos sobre a valorização dos recursos endógenos.
Está escrito. Basta ler.
Esses recursos endógenos permitem desenvolver economia mais sustentada, e com maiores barreiras à entrada para novos players noutras geografias.
Para esse objectivo, é necessário que as universidades trabalhem com as empresas em áreas cujas oportunidades poderão aí ser exploradas.

Em suma, precisamos de mais universidades em territórios de baixa densidade a desenvolver competências endógenas e mais empresas - com capital; experiência; mercado - a valorizar os recursos humanos que saem desses centros de conhecimento.

Se essas geografias conseguirem criar mais valor, teremos mais emprego e com isso mais gente.

O capital não é um exclusivo do Estado. E por isso faz sentido citar o Chef Rui Paula: "temos que acreditar em nós e na nossa região, ser verdadeiros (...) e pôr aqui o nosso dinheiro. Não podemos ficar à espera!"

Programa completo em RTP.PT

Frederico Lucas, co-fundador do Programa Novos Povoadores



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