A polémica em torno das declarações do Primeiro Ministro sobre emigração dos professores tem provocado celeuma suficiente para jornalistas e comentadores discutirem os destinos mais aliciantes para portugueses em busca de uma oportunidade. Brasil, Angola, China?
Nos Novos Povoadores, preferimos falar em destinos como Alfandega da Fé, ou outras regiões do interior rural. Tristemente, a polémica não inspira os opinion makers a levantar o véu sobre as oportunidades que residem no reequilibrio territorial baseado na mobilização de uma população empreendedora capaz de gerar riqueza independentemente da localização geográfica (economia DNS).
Há um país por "descobrir". Esconde-se entre a visão romântica do meio rural e o estigma de um interior empobrecido. Na realidade, se a ideia de um projecto de turismo em espaço rural e uma pequena agricultura familiar nutre muitos sonhos, não é menos verdade que hoje, as assimetrias regionais são acentuadas em grande medida pela escassez de população.
É certo que o momento que Portugal atravessa não é dos mais auspiciosos, mas neste período em que o governo está concentrado na consolidação das finanças públicas, e a economia no seu todo sofre um severo abrandamento, é o momento oportuno para reflectir sobre o que, para cada um de nós, pode constituir uma oportunidade.
...e-Migração, porque não? Emigração das suas ideias, dos seus serviços, sem dúvida! Na economia chamam-lhe exportação, e pode fazê-lo "e-migrando" dentro de Portugal em total segurança e qualidade.
A [e-migração] resultado da procura de melhores condições de vida fruto da ligação ao mercado global.
Nos foruns de debate e reflexão sobre ruralidade e desenvolvimento territorial não são raras as referências à necessidade de aliar os recursos endógenos às novas tecnologias. O advento da internet contribui naturalmente para a disseminação deste binómio e encontrámos um excelente exemplo em bienmanger.com
Com uma facturação de 4,5 Milhões de Euros (2010), o site francês de comércio electrónico que privilegia produtores de pequena escala. Mais de 360 produtores de França e de origem estrangeira (Italia e Espanha, essencialmente) constituem uma oferta que supera os 4000 produtos de "mercearia fina". Toda a operação assenta numa filosofia de desenvolvimento sustentável, e está sediada em La Canourgue, uma vila com cerca de 2.200 habitantes situada a 600km a sul de Paris, cidade mais próxima Montpellier (150km).
O mundo rural tem evidentemente muitas facetas. A reportagem "VIDAS CONTADAS" do passado dia 18 de Outubro evoca um "país profundo", ainda muito presente...
Um artigo encontrado no site do jornal francês Le Figaro dá conta de um estudo realizado por dois economistas do "Centre d'analyse stratégique (CAS)" em que é estabelecida uma co-relação entre taxa de desemprego e taxa de propriedade (imobiliário). Segundo aquele estudo, os países que evidenciam altas taxas de "proprietários residentes" são simultaneamente os países com taxas de desemprego mais elevadas. A explicação encontrada é relativamente simples, a posse de um apartamento ou de uma casa transforma-se numa âncora pesada que dificulta a procura de um novo posto de trabalho.
Aldeias juntam-se para fazer regressar a população
Em Espanha existe uma iniciativa semelhante ao nosso projecto - Abraza la Tierra -. Embora mais virado para a recuperação de práticas tradicionais em aldeias despovoadas, o testemunho abaixo retrata de forma perfeita as motivações e as experiências de quem procura uma vida mais oxigenada.
Um título sugestivo ao qual não podíamos deixar de fazer referência. O artigo é publicado na página web do Público e vai de encontro àquilo que já é conhecido dos nossos leitores. O texto começa com o seguinte parágrafo:
"Se o vídeo matou a estrela da rádio, a Web 2.0 poderá vir a matar os escritórios convencionais: de acordo com um estudo no qual participou a Microsoft, a recessão, os dispositivos móveis e a geração que está a crescer com as redes sociais irá revolucionar o mundo do trabalho - haverá cada vez mais pessoas a trabalharem a partir de casa ou remotamente, poupando às empresas os custos de manutenção de um lugar fixo de trabalho. Com o fim anunciado dos telefones de secretária, poderão as próprias secretárias desaparecer?"
A EDP abriu a 22 de Abril, Dia da Terra, o período de candidaturas à edição 2010 – a terceira - do seu Fundo para a Biodiversidade. Os interessados poderão apresentar os seus projectos até 30 de Junho.
O Fundo EDP para a Biodiversidade foi criado em 2008 e dotado então de um montante global de 2 milhões e meio de euros, a ser distribuído gradualmente até 2011. A edição deste ano, a exemplo do que aconteceu nas anteriores, disponibiliza uma verba de 500 mil euros para os projectos que vierem a ser distinguidos.
“Quando participamos de uma empresa em fase de startup o mais comum é a falta de quase tudo. Não é incomum que acabemos executando atividades que não têm qualquer relação com o que fazemos normalmente, simplesmente porque algo precisa ser feito e ainda não há quem faça. Os fuzileiros norte-americanos têm uma atitude em sua tradição, definida por três palavras que resumem o espírito necessário para trabalharmos em uma startup: improvisar, adaptar-se e superar.
Quando você ainda não tem pessoal ou equipamento para executar uma atividade que precisa ser executada de imediato, é necessário improvisar. Quantas vezes me vi orientando pessoas da minha equipe a pegar um computador desktop e transformá-lo num servidor… Alguma coisa precisava ser testada ou um site precisava ser colocado no ar, mas o servidor novo para aquela função só iria chegar em duas semanas."
Leia o resto do artigo da autoria de Maurício Longo no site Startupi
Publicamos o link para um artigo que remete para a reflexão do equilibrio territorial. Como se sabe, o projecto Novos Povoadores pretende ir mais além da reflexão, propondo um modelo para inverter a tendência de desequilíbrio territorial. Todos os contributos são necessários para alargar a discussão. Não deixem de participar via facebook e twitter. Até já?!