Novos Povoadores®

Apoiamos a instalação de negócios em territórios rurais

Comunidades Contemporâneas



O João, o Pedro, a Rita e a Inês estão desempregados.
Na vila onde habitam, não existem empresas a contratar.
Nenhum deles, numa perspectiva isolada, tem a coragem de criar o seu posto de trabalho.
Restam por isso duas alternativas: mudar de cidade ou país; associarem esforços para uma solução comum.
Foi isso que fez Arthur Potts-Dawson, Kate Bull e David Barrie ao criarem o primeiro “The People’s Supermarket”.
Todos tinham tempo disponivel, todos precisavam de adquirir produtos alimentares.
A primeira conclusão foi linear: a compra de produtos em quantidade traz descontos que o retalho não pratica.
A segunda conclusão, com maior risco, foi sobre a partilha desses descontos com a comunidade onde habitam.
Criaram assim um negócio assente num modelo muito simples: O nr de horas dedicadas ao negócio – a título de voluntariado – revertiam em descontos nas compras.
Como factor diferenciador, apostaram em fornecedores horticolas seus conhecidos, garantindo aos clientes a qualidade desses produtos.
Assim, reduziram os riscos da operação, rentabilizaram o tempo que tinham disponivel, e ofereceram à comunidade um ponto de venda seguro sobre produtos frescos comercializados.
O João, o Pedro, a Rita e a Inês não precisam de abrir um supermercado na vila onde habitam para construirem uma solução profissional.
Mas este exemplo é revelador de uma tendência global que importa explorar: a participação dos consumidores no processo produtivo.
in Re-Visto

1º Encontro de Espaços de Coworking a 23 de Junho em Alfândega da Fé

Vai realizar-se no próximo dia 23 de Junho em Alfândega da Fé o primeiro encontro de espaços portugueses de coworking.
Neste encontro, pretende-se discutir três temáticas sobre este conceito:

- Vantagens competitivas do CoWorking para os territórios de implantação
- A Importância da actuação em rede
- Como dinamizar os espaços: iniciativas catalisadores para um ambiente criativo

A entrada é livre, mas a inscrição é requerida.


Mais informações sobre o conceito Coworking

Construir o Futuro!

Realizou-se no passado fim de semana a Festa da Cereja em Alfândega da Fé.

É um evento de grande importância para a região, que detém o maior pomar de cerejas da Europa.

Aproveitámos a ocasião para discutir com algumas familias os seus projectos de empreendedorismo para Alfândega.

A Ana voltou a surpreender-nos com os seus produtos: azeites, chutneys e compotas.

A Marta trouxe-nos a sua energia para concretizar iniciativas, suportadas no seu conhecimento em texteis, enquanto o João transbordava em propostas para comunidades mais sustentáveis.

A "outra" Ana, propos a construção de um Parque de Campismo com preocupações ambientais.

Encontrámos em todos os candidatos uma motivação comum: empreendedorismo sustentável

Acreditamos que é possível viver melhor, através de uma gestão consciente dos recursos disponíveis.

Esperamos que todos tenham regressado a suas casas com renovada esperança nos seus projectos. Deste lado, tudo faremos para facilitar a implementação dessas iniciativas.

Como iniciar um projecto empresarial


Festa da Cereja 2012, Alfândega da Fé

A Festa da Cereja entrou para o calendário das festividades locais há mais de um quarto de século. Tal como o próprio nome indica, é uma festa em homenagem a uma das principais produções agrícolas locais.

A Festa da Cereja terá lugar de 8 a 10 de Junho de 2012, no Recinto da Feira Municipal.

Para os inscritos no nosso programa de repovoamento Novos Povoadores, haverá um programa especial de visita ao concelho.

Inscrições pelo endereço info@novospovoadores.pt

Os Benefícios da Crise!

Ultrapassado que está o período das vacas gordas - afirmação extemporânea para a maioria dos portugueses - o lado positivo da vida está agora a nascer.

As áreas metropolitanas perderam há muito o seu esplendor. Foram durante décadas o epicentro de talentos de nível nacional onde residiam as oportunidades de participação profissional que gravitavam em redor dos mesmos.

Hoje, a economia do conhecimento traz consigo a democratização territorial. E os territórios rurais, outrora desconectados dessa economia, têm hoje atractivos de relevo para proporcionar o êxodo metropolitano: A qualidade ambiental, social e económica dos territórios rurbanos respondem ao novo estilo de vida dos empreendedores.


A consequência mais interessante do êxodo metropolitano será a polinização de conhecimento protagonizado pelos Novos Povoadores nos territórios de baixa densidade. As redes e a Internet trouxeram consigo a possibilidade de acesso e difusão de informação a nível global, e-learning e trabalho com equipas geograficamente distribuídas (groupware), para citar algumas possibilidades. Facilitarão deste modo a dinamização em seu redor de pequenos alvéolos sociais, com vista a respostas mais actuais à economia que estamos a construir.


O modelo de vida tradicional, onde a população metropolitana adquiria no campo/praia a segunda habitação que lhe permitia respirar, é no actual modelo a sua morada de eleição: Quebraram-se as barreiras geográficas e a falta de competitividade provocada pelos excessivos custos de produção nas áreas metropolitanas - que eram suprimidos por uma procura sucessivamente crescente de uma economia que agora sabemos sobreaquecida - tem hoje uma resposta no território interior conectado.

Por outro lado, os territórios com vontade de atrair Novos Povoadores - gente empreendedora, capaz de gerar dinâmicas de emprego e com vontade de adoptar um estilo de vida mais familiar - são chamados a posicionar-se de uma forma pró-activa, isto é, facilitar a integração dos novos residentes e das suas famílias. Essa tem sido a grande diferença no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade. Quando os diversos actores territoriais se mobilizam em torno de um mesmo projecto - Networking Territorial - o sucesso torna-se alcançável. Os Novos Povoadores deixam de o ser, para fazerem parte de uma comunidade que luta para uma maior afirmação territorial, um acto de cidadania activa que os torna actores do desenvolvimento económico e social dessas regiões.

Será esta uma visão utópica?

Segundo um estudo da ONU, em 2015, 69% da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas, acentuado a ausência de qualidade de vida nesses centros populacionais.

Por seu turno, só o Município de Sintra acolhe mensalmente 1000 novas famílias de acordo com os últimos censos do INE.
Estando a sociedade globalizada assente cada vez mais numa economia sem geografia, facto que permite olhar para o território de uma forma mais inclusiva, é possível reduzir o fosso das assimetrias regionais com vantagens para os novos residentes dos territórios de baixa densidade. Assim, além do inegável incremento da qualidade de vida, promover-se-á a quebra de um ciclo de sangria demográfica.

Passar horas a fio no trânsito - que se retiram directamente ao tempo em família - não é uma inevitabilidade para ninguém.

Alexandre Ferraz e Frederico Lucas, co-autores do projecto "Novos Povoadores"

in SOL

As férias da minha vida!

Todos temos férias que jamais esqueceremos. São momentos especiais, marcados por novas experiências... :-)

Deveria ter 11 anos quando rumei, uma vez mais, com os meus pais para o Algarve.
Na época, para uma criança alfacinha, o verão era marcante: Pelos novos aromas, pelas novas gentes e por um equilíbrio entre a ruralidade e o turismo existente naquela época.

Foi nessa altura que questionei-me sobre “onde queria viver quando crescesse”!
E, naquele instante, fascinei-me pela primeira vez pelo meio rural num processo que me conduziu muito mais tarde a uma ruptura com o ambiente metropolitano.

Hoje, quando observamos o Algarve, não encontramos a mesma harmonia entre o turismo e a ruralidade.
Atrevo-me a dizer que pouco restou da identidade algarvia em boa parte da sua região.

E é esta constatação que me faz lutar por um interior equilibrado. O turismo é importante mas não deve ser sobrevalorizado como o “remédio para todos os males”.
Multiplicar por dez o turismo no interior, coeficiente necessário para o reequilibrio económico nestas regiões, significaria ceder ao fish and chips dos destinos de massas.
E essa não é, por certo, a ambição das gentes de Trás os Montes e Alto Douro.

Mas, e existe sempre um “mas”, os comércios desta região precisam de mais consumidores, as escolas de mais crianças, os centros de saúde de mais utentes. Em suma, este território precisa de mais gente.

Num momento em que 30% dos trabalhadores desenvolvem a sua actividade online - sejam contabilistas, tradutores, gestores de clientes ou ilustradores, para dar alguns exemplos - isso significa que muitas familias metropolitanas podem migrar para onde lhes convier.
É aqui que reside um grande factor de competitividade dos territórios rurais mas conectados à banda larga: Captar essas familias!

E esse é o desafio: Convidar as familias metropolitanas para residir nos nossos territórios menos povoados, com mais qualidade ambiental, social e económica.
Para que isso aconteça, é importante que saibamos receber essas gentes “de braços abertos”!

Crónica de Frederico Lucas para a Revista Tribuna Douro

Sabores transmontanos à sua mesa!

Luís e Patrícia partiram de Braga para Alfândega da Fé, onde têm familia.
Assim concretizaram o objectivo de alterar o ritmo das suas vidas, no momento em que passaram a ser pais.

Com esta migração, abraçaram outro designio: colocar à mesa dos portugueses os produtos tradicionais transmontanos.
Os seus conhecimentos sobre as pequenas indústrias da região permitem-lhes identificar os produtos que o solo transmontado viu nascer, cumprindo a sua identidade.


Com o portal Monte Mel, pretendem aplicar aos negócios ancestrais ferramentas actuais.

Promovem os pequenos produtores transmontanos, preenchendo uma lacuna no mercado, após a estagnação do comércio tradicional. Procuram contrariar a desactivação de pequenas unidades produtivas, que têm vindo a perder facturação nas últimas décadas.

"Em Abril, Alheiras Mil" é o mote da actual campanha de promoção do portal Monte Mel.

Broadband 'can be an engine for economic growth in Europe'

The Mobile World Congress (MWC) 2012 took place in Barcelona from 27 February to 1 March with the participation of global leaders in the world of telecommunications.
The event coincided with the decisions on roaming and data roaming charges in the European Parliament, considerations of the future investment in internet technologies and debates on the Anti-counterfeiting Trade Agreement (ACTA), each with its own policy ramifications on the telecoms industry.

Despite the positive global trends linking broadband technology to GDP growth, speakers at the MWC pointed out that Europe remains the only continent where telecommunications business is running at a loss. The European Commission has dedicated €9.2 billion to co-finance transition from copper to fibre-based cable telecoms and internet networks in October 2011.
Indonesian Telecoms Minister Tifatul Sembiring stressed at the broadband forum organised by leading global information and communications technology solutions provider Huawei that growth in broadband was central to economic growth of 6.5% that the country experienced in the past year.

The importance of the broadband internet as an engine for the economic growth was pointed out by Huawei Vice Director Richard Brennan who told New Europe that the technology could improve various aspects of life, including education, healthcare and the way businesses operate.
One of the creative solutions presented at the eve of MWC is improvement in machine-to-machine (M2M) technologies presented by Huawei that allow both wireless and wired systems to communicate with other devices, providing an interface for consumers and developers to implement ideas and services as applications on the cloud rather without unnecessary worries about the infrastructure set-up and maintenance.

The future IPv6 technology, championed by Huawei, would allow for every appliance to be connected to the network, fetch data from it and report its position and other information. Application of such technology in healthcare could provide timely and accurate treatment while lowering costs.
Many companies around the globe already benefited from using Huawei's cloud technologies, but creation of a wider open-access data network, based on the fibre broadband which would serve as a backhaul available to users, could provide a boost to invention-based economy and creative businesses.
The World Bank estimates that a 10% increase in broadband penetration can potentially translate into 1.3% GDP growth, with comparative studies in countries which committed to national broadband commitments confirming this trend.

in New Europe

TVI 24: O projecto Novos Povoadores



A 25 de Fevereiro, o Portugal Português teve como tema principal «Novos Povoadores»: um projecto que tem como principal objectivo repovoar o interior do país.
Os Novos Povoadores apoiam quem quer mudar de vida, quem decide largar as grandes cidades e rumar para concelhos mais rurais. Até agora cerca de 600 famílias já se inscreveram, mas o projecto tem tido muitos avanços e recuos.
A primeira família mudou-se agora para Alfândega da Fé. O Portugal Português mostrou outros casos de famílias que decidiram arriscar e viver com mais qualidade.
Em estúdio, a jornalista Paula Magalhães, contou com a presença de Frederico Lucas, responsável pelo projecto Novos Povoadores e Luís Guimarães, membro da primeira família a mudar-se para o interior. Porque o que se passa em qualquer lugar deste país interessa a Portugal.

In TVI24
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