Novos Povoadores

Apoiamos familias metropolitanas a instalar negócios em territórios rurais

"Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

Quando pensamos na transferência da nossa empresa para uma zona rural, sentimo-nos assaltados pelo receio da perda de clientes, mesmo para as empresas que foram criadas após a massificação da internet.
Todos os negócios passam pela confiança entre os seus interlocutores, sendo fundamental o contacto pessoal nessa construção.

Para os empresários, a par do projeto de migração familiar para um contexto mais sustentável, surge a pergunta sacramental: "Como prevenir a perda de clientes no processo de relocalização da minha empresa?"

As tecnologias de comunicação não presencial ajudam nessa tarefa, em particular as redes sociais.
Mas não é tudo.
A participação em eventos relevantes para o mercado em que opera, ganha uma renovada importância.
Marcar presença nesses eventos é fundamental para não perder essa ligação.

Para além disso, essa migração permitirá optimizar custos de funcionamento da empresa, permitindo reduzir os valores de venda sobre os serviços prestados. E esse factor, no actual contexto, permitirá crescer em quota de mercado.

Bons negócios!

"Arranjam emprego às familias que mudam para o interior? É que sem emprego é difícil mudar!"



Esta é a pergunta com a qual somos confrontados diariamente no nosso email.

Por isso, entendemos dedicar-lhe uma resposta "alargada" e publicá-la na entrada do nosso site.

Durante várias décadas, o combate ao despovoamento foi realizado através do aumento do emprego público. As Câmaras Municipais aumentavam o seu quadro de pessoal e assim garantiam a manutenção da sua população.
Em 2005, percebemos que essa estratégia não era sustentável nem duradoura. E por isso nasceu o projecto Novos Povoadores.

Hoje, trinta por cento das actividades profissionais dependem apenas da ligação à internet. Um contabilista, por exemplo, pode estar em Alfândega da Fé - um dos locais em Portugal com menor densidade populacional - e a realizar a contabilidade dos seus clientes do Porto ou de Lisboa.

E são esses profissionais, que desenvolvem actividades para fora do concelho e da região, que podem ser os agentes de dinamização destes territórios de interior: Porque o rendimento que captam no exterior, vão introduzir nestas regiões através dos seus consumos diários como o arrendamento de habitação, a contratação de serviços, a alimentação, no supermercado, na educação e outros.

Por isso, o projecto Novos Povoadores apoia a transferência de empreendedores para as regiões de menor densidade populacional como alavanca para o desenvolvimento destes territórios.

Empreendedores-empresários-ativistas procuram-se!

As figuras públicas sem dúvida que são impulsionadoras de novas tendências. Se há portugueses que imitam os seus ídolos ao pintar as unhas dos pés de preto ou a dar um nome diferente a um filho, também há aqueles que observam de perto os empresários nacionais e a forma como contribuem para um país melhor.

Todas as empresas têm responsabilidades socias, nem que seja apenas em teoria e, é impossível dissociar o empresário da sua empresa. Isto é, o comportamento social da empresa influencia a imagem do empresário e vice-versa. Mas atualmente há empresários cada vez mais ativistas fazendo jus à teoria que têm em papel.

Ou seja, não são apenas empreendedores nas suas empresas como também o são na vida em geral. Temos como exemplos, Francisco Pinto Balsemão, que organizou o Salão de Mobilidade Sustentável, em que será analisada a evolução recente das marcas no que diz respeito aos carros elétricos e à instalação de infraestruturas que possibilite a concretização da mobilidade elétrica.

Belmiro de Azevedo através do programa "Porto Seguro" foi um dos modelos de referência aos jovens, promovendo o empreendedorismo e fomentando a necessidade de formação; Rui Nabeiro que se dedica a diversas causas sociais tendo uma intervenção ativa na sociedade; entre outros.

Estes empreendedores-empresários-ativistas são fundamentais como exemplos à sociedade em geral e como forma de "obrigar" outras empresas/instituições públicas ou privadas a seguirem o mesmo caminho.

in Expresso, Ana Campos

"Seja bem vindo quem vier por bem!"

“Esta terra que não me viu nascer e me acolheu. Fui eu que a escolhi mas não me rejeitou. Aceitou-me como sou, e por isso hoje, sou. Pertenço-lhe tanto que me pertence. Inspira-me. Respiro-a. Esta terra que me acolheu, viu-me nascer outra vez.” [anónimo]

A escassez de tranquilidade num ritmo de vida frenético deixa muitas famílias perplexas ao ponto de escolherem uma mudança de 180 graus. Sem tempo para si, sem tempo para a família, pessoas reféns de uma rotina angustiante que num dado momento decidiram dar um novo rumo à sua vida, abandonando a cidade para uma vila do interior de Portugal. Esta mudança traduz-se actualmente numa migração sem expressão do ponto de vista estatístico mas silenciosamente, a ideia vai conquistando os sonhos de um número crescente de gente saturada da vida urbana.

Um território sintonizado com esta tendência e preparado para acolher estas pessoas em busca do seu porto de abrigo, vai protagonizar um modelo de desenvolvimento inovador e duradouro. Trás-os-Montes e Alto Douro - território - é detentor de um cenário de mudança com potencial extraordinário. Para além dos recursos naturais e condições estruturais de desenvolvimento económico, os territórios promovem-se através da qualidade de vida que podem oferecer. A começar pela paisagem, interpelam-nos os contrastes, cores, texturas, sabores, clima, e claro, as pessoas. Elemento fundamental que cria, transfoma, produz e vive numa região que luta arduamente com a problemática da interioridade. Mas há algo que os nossos antepassados semearam e que continuamos a cultivar. A tradição de bem receber é uma arte que soubemos aperfeiçoar aliando o melhor que a terra produz com a sabedoria, dedicação e humildade das mulheres e homens desta região. Esta arte, devidamente capitalizada, pode determinar o futuro do desenvolvimento de TMAD. Os territórios de baixa densidade competem cada vez mais no campeonato da hospitalidade.
O desafio hoje e amanhã, é transformar a interioridade de um território num factor de atracção. Este interior de rudeza suave tem todos os atributos para criar raízes a quem as procura. Ancoradouro de valores identitários consistentes, Trás-os-Montes e o Alto Douro oferecem condições excepcionais para captar o interesse dos chamados novos povoadores.
Gentes de Trás-os-Montes e Alto Douro, vivemos num território inspirador, fonte de energia, um bem apetecível numa sociedade confrontada com tantos desafios e maiores incertezas. De braços abertos, receberemos quem, como nós, se apaixonar por esta terra.

Crónica de Alexandre Ferraz para a Revista Tribuna Douro

Portugal é o país onde há maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal

Um estudo realizado em 14 países europeus revela que Portugal é o país onde há maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal, seguido da Espanha, Grécia e Holanda.

Em Portugal o estudo, que consistiu num inquérito on-line, decorreu entre 16 e 29 de Novembro e envolveu 500 pessoas, com idades entre 25 e 65 anos. Foi também realizado na Alemanha, Bélgica, Holanda, Áustria, República Checa, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Polónia, Irlanda, Eslovénia, Espanha e Reino Unido.

Em comparação com os restantes países onde o estudo foi realizado, Portugal é onde existe maior dificuldade em encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (84%), seguido de Espanha (80%), Grécia (70%) e Irlanda (39%).

O país onde esta dificuldade menos se nota é a Áustria, com apenas 20% dos inquiridos a responder que lutam diariamente por conseguir o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, refere o estudo, a que a agência Lusa teve acesso.

Numa análise global às respostas em todos os países, conclui-se que 58% dos inquiridos sentem frequentemente cansaço ou falta de energia e a grande maioria (70%) afirma não ter tempo para fazer aquilo de que mais gosta.

O estudo refere, igualmente, que os portugueses planeiam poupar mais e ter maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal no próximo ano.

Sobre as metas a realizar em 2011, 57% dos inquiridos portugueses responderam que pretendem poupar mais dinheiro e 45% ter maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

O estudo indica, também, que 40% pretende passar mais tempo de qualidade com família e amigos, 36% dedicar mais tempo a si próprio e ao seu parceiro, 32% participar em mais actividades de lazer e hobbies e cerca de 22% quer ser mais romântico e afectuoso.

O estudo foi realizado pela Braun Research e pela Pfizer Consumer Healthcare.

OJE/Lusa